Aventuras e desventuras dos professores, formadores, contratados ou a recibos-verdes que leccionam na Escola Pública, Profissionais, Colégios, IEFP's, Casa Pia, TEIP's em cursos de UFCD's, EFA's, EFJ's, CNO's, AEC's PIEF's, ...

Aceitam-se contributos: eanossaescolinha@gmail.com



quarta-feira, 11 de abril de 2012

HÁ NOVIDADES: CONCURSO DE DOCENTES - CONTRATADOS, OFERTAS DE ESCOLA, ETC.

Informações sobre a reunião FENPROF/DGAE realizada em 11 de abril de 2012

Informações sobre a reunião FENPROF/DGAE realizada em 11 de abril de 2012
Calendário dos concursos:
Contratação – 16 de abril (início de candidatura) – julho – (manifestação de preferências)


Condições específicas - maio de acordo com despacho a publicar oportunamente
- maio de acordo com despacho a publicar oportunamente
Mobilidade interna – junho (em princípio de acordo com a nova legislação que entretanto deverá ter sido publicada).
– junho (em princípio de acordo com a nova legislação que entretanto deverá ter sido publicada).
Reserva de recrutamento – setembro.
– setembro.
Oferta de escola – setembro.
– setembro.
1. Concurso para contratados abrirá 2ª feira dia 16 de abril. Em princípio o aviso de abertura será publicado na 6ª feira 13 de abril.
2. As regras do mesmo ainda serão as anteriores (constantes do DL 20/2006 com a redação do DL 51/2009);
3. A avaliação (por ter sido revogado o Decreto Regulamentar 2/2010), excecionalmente, este ano, não fará parte da graduação dos concursos;
4. Podem-se repetir escolas e tipos de horários (concorrer para anuais e repetir para anuais e temporários);
5. Em julho será a 2ª parte (manifestação de preferências) do concurso de Contratação Inicial (finalmente ficamos livres de concursos em Agosto);
6. Serão publicadas de listas das colocações em Reserva de Recrutamento;
7. Serão obrigatoriamente publicitados os itens a considerar dentro de cada critério de seleção dos candidatos à oferta de escola (entrevista ou avaliação curricular). É obrigatória a publicitação de listas graduadas dos candidatos.
8. Mobilidade DCE's - (com cuidada verificação de toda a documentação enviada, este DCE decorrerá do artº 68º do ECD e de despacho a publicar, que manterá as condições atualmente previstas na legislação em vigor).
9. Mobilidade interna (atual DACL) - será pedida uma previsão às escolas do número de possíveis candidatos a DACL (por excesso). Em agosto esta previsão pode ser alterada sendo apenas permitida a retirada de candidatos e não o seu acréscimo. Assim estes professores podem optar em ser só candidatos a DACL (1ª prioridade) ou DACL e mobilidade interna (atual DAR).
10. Mobilidade interna (atual DAR) – será permitida este ano, mesmo tendo já sido colocados em DAR em 2009/2010.
Lisboa, 11 de abril de 2012

FONTE: SPGL

Foi uma FESTA, ontem, na Comissão Parlamentar

Ontem, na Comissão Parlamentar houve stand up comedy, com a nossa amiguinha ex-MEC, Maria de Lurdes Rodrigues, diria mais: sit down comedy a propósito das derrapagens e piões na Parque Escolar, cita-se:

i) "Durante a audição que se prolongou por mais de duas horas, a ex-ministra da Educação fez uma defesa apaixonada do programa gerido por aquela empresa pública. “O programa da Parque Escolar foi uma festa para as escolas, para os alunos, para a arquitectura, para a engenharia, para o emprego e para a economia”, disse." Fonte: Público


ii) "A ex-ministra lamentou também que nas escolas se “considere ser luxo o que não é considerado como luxo noutros espaços”. Maria de Lurdes Rodrigues respondia assim às observações de deputados do PSD e do CDS sobre a compra de 12 candeeiros de Siza Vieira, por 1700 euros cada, para uma das escolas requalificadas e a utilização de materiais nobres em várias instalações, que também é criticada no relatório da IGF. " Fonte: Público


iii) "Rejeitando acusações de despesismo, Maria de Lurdes Rodrigues defendeu que o foi gasto no programa de modernização “foi o necessário para termos escolas de qualidade” e rejeitou que tivesse existido qualquer derrapagem nos custos. No seu relatório, a IGF refere que a evolução dos custos redundaria num aumento de 84% por comparação ao previsto em 2008 para a execução do programa na sua totalidade. O Tribunal de Contas aponta, por seu lado, um acréscimo de 218,5% por comparação à estimativa de 2007." Fonte: Público

terça-feira, 10 de abril de 2012

Em Cima do Joelho+ORDEM DOS PROFESSORES?+BLITZ

Hoje, depois deste merecido interregno pascoal, estava eu a pensar nas novas medidas do nosso ex-colega Nuno Crato (NC) e... cheguei à humilde conclusão que tudo é feito em cima (ou memo por baixo) do joelho:

i) Novo concurso de professores - quando é que será calendarizado (principalmente para os contratados) e como será este operacionalizado?

ii) Exames de professores para se entrar na apetitosa e aliciante carreira docente - realizam-se já neste concurso/fica para o próximo; é para todos os professores? Então andou-se a tirar um curso, depois fez-se a profissionalização para avaliar as nossas capacidades pedagógicas como docentes e agora um exame?

iii) Sinceramente, parece-me que está a haver um ataque nítido aos sindicatos, quer se goste deles ou não, pois um exame, seguido a um estágio, depois de um curso, cheira-me (não sendo eu perdigueiro, mas um rafeiro de um contratado) a uma medida embrionária de uma ORDEM DOS PROFESSORES.

iv) Depois desta efectivamente criada, os sindicatos de professores, à volta de trinta ou quarenta, tornam-se consequentemente obsoletos - os mários nogueiras da sindicância que se cuidem! Méfiez-Vous!

v) Provavelmente com alguma razão de ser (a existência de uma Ordem), porém não deve ser um qualquer governo a tomar esta medida per si. Cabe essa  iniciativa aos professores. Há certamente, aqui, uma nítida tentativa de controlo ou de limitação governamental de uma classe docente que tem, nestas três últimas legislaturas, sofrido um  verdadeiro Blitz.

terça-feira, 27 de março de 2012

Pente fino, põe-te fino!

A ansiedade instaurou-se na minha escolinha com os fiscais do pente fino - a equipa de verificação. Até parecia que a inspecção tinha chegado à escola... Eis as ansiedades latentes:

a) Quero despachar-me para entrar de férias...
b) O raio da pauta está engatada? Quem foi o zarolho?
c) O português da minha acta não é o mais correcto? Vou passar por ignorante! Apetece-me bater no colega, armado  em Vasco Graça Moura!
d) Estes colegas teimam em perseguir-me! o colega "X" não me grama e vai peneirar tudo, só para me tramar!
e) Terei todos os papéis? Ou falta-me o impresso "Y"?
f) Maldita a hora que fui seleccionado para DT! (escorrendo-lhe uma gota de suor pelo canto da testa)
g) O meu secretário é um peso morto, um verdadeiro nabo: eu é que faço tudo, eu é que "dou a cara" ao CD!

Se quiserem, aceitam-se mais sugestões.





Paga o que deves, pázinho!

Tribunais e sentenças desfavoráveis? Tudo evitável atempadamente, se houvesse boa fé...

Aclarações e argumentações delirantes e inócuas para justificar imbecilidades conflituosas e danosas na honra dos visados?

Sim, lembre-se bem do mal que fez aos visados, mas agora, felizmente, já não estão à mão de semear... E tudo isso para quê, pergunta-se? Quando o dinheiro em jogo não é o nosso, a prepotência torna-se fácil... e agora?

PAGA O QUE DEVES, PÁ!





terça-feira, 20 de março de 2012

Em pré-estágio para as reuniões de 2º Período...

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TANTA PAPELADA!
 

terça-feira, 13 de março de 2012

Mais uma retirada da Net - Acordo Ortográfico!


O cágado anda de facto na praia.

ou então...O cagado anda de fato na praia.

Agora,.. escolham !...
attc9de2
   "Olha para o futuro - é lá que irás passar o resto da tua vida"
(George Burns-comediante americano-1896/1996)

Eu diria mais... estamos todos cagados com isto ou borrifamo-nos para isto? 

sábado, 10 de março de 2012

Algures da Net...


Dicas para sobreviver ao ECD e à ADD:
por RAMIRO MARQUES

Dica #1: Afaste-se dos blogues que insistem em publicar posts sobre o estatuto e a avaliação de desempenho. Mas se é masoquista, continue a perder o seu tempo a autoflagelar-se;

Dica #2: Lembre-se de que vai ter de lecionar até aos 65 anos de idade; para quê incomodar-se em encurtar uns anos a chegada ao topo da carreira? O melhor mesmo é poupar energia e deixar o tempo correr!!!! Já que a ADD é uma fantochada, limite-se a desempenhar as funções letivas com dignidade e profissionalismo e concentre o seu tempo e energia naquilo que lhe dá prazer;

Dica #3: Evite ao máximo contactar com o diretor.Afaste-se do gabinete da direção e passe o menos tempo possível na sala de professores. Lembre-se de que há muita vida fora da escola e ainda mais fora da sala de aula. Sobretudo não caia na tentação de querer salvar crianças e adolescentes que não têm salvação.

Dica #4: Se tiver turmas CEF, ajuste o seu comportamento à realidade; se os alunos quiserem aprender, ensine; se andam ali apenas para passar o tempo, deixe-os andar;

Dica #5: Afaste-se dos pais o mais que puder e quando lhe apetecer dizer alguma coisa nas reuniões, trinque o lábio inferior e fique calado. Lembre-se que tudo aquilo que disser pode ser usado contra si. Em caso de conflito, a palavra do professor tem menos peso do que a do aluno ou dos pais.

Dica #6: A maior parte das reuniões não têm utilidade; dê o seu contributo para as encurtar. Guarde silêncio do princípio ao fim.

sexta-feira, 9 de março de 2012

NOVAS LISTAS


Colegas, já sairam as listas.

(calma amigos, foi uma private joke de sábado à noite)

 

quarta-feira, 7 de março de 2012

PROFESSORES VIAJAM EM TERCEIRA...

UNS CONTRIBUEM E SACRIFICAM-SE...

OUTROS SÃO-LHES DEVOLVIDOS OS SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E DE NATAL!  

HÁ FUNÇÃO PÚBLICA DE PRIMEIRA (Caixa Geral de Depósitos, Banco de Portugal e TAP)
E HÁ FUNÇÃO PÚBLICA DE SEGUNDA...



E OS PROFESSORES? ESSES VIAJAM EM TERCEIRA CLASSE - SEM DIREITO A "INCENTIVOS"
DE QUALQUER ESPÉCIE, PARA A ETERNA MOBILIDADE E PRECARIEDADE DOS CONCURSOS...

terça-feira, 6 de março de 2012

Que M#!d*@ de sindicatos são estes!?

É impressionante como alguns  sindicatos de professores (Federação Nacional do Ensino e Investigação (FENEI), a Federação Portuguesa dos Profissionais da Educação, Ensino, Cultura e Investigação (FEPECI), o Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades (SEPLEU), o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) e o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados (SNPL) se apressaram  a assinar um acordo que prejudica muito dos seus associados,  sem os consultarem primeiro...  Não existe  qualquer reflexão nem qualquer oportunidade de participação dos professores sindicalizados nessa negociação. Tudo se passa na esfera das Direcções Centrais - poucos querem ter protagonismo e lixam centenas de professores nesse processo negocial!

Depois queixem-se de haver cada vez menos professores sindicalizados ou cada vez mais desvinculações dos mesmos - vê-se mesmo que os sindicatos são cada vez mais tentáculos ao serviço dos partidos!


segunda-feira, 5 de março de 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore (2011)

Quando os livros nos fazem voar...

No início, aquando da tempestade, desaparecem as reformas curriculares dos últimos 30 anos - e tudo o vento levou!



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Com esta ADD quem ganha é você?

Sem dúvida que os nossos colegas do blogue Ad Duo são excepcionais - fica a partilha para a vossa consulta:

                              (Decreto Regulamentar n.º 26/2012, de 21.fev)


sábado, 25 de fevereiro de 2012

ESTE É UM PAÍS DE FÉ



- Os professores contratados têm fé que a nova proposta de contratação não passe

- A ministra da agricultura tem fé que chova nas próximas semanas

- Pedro Passos Coelho tem fé que a situação de Portugal melhore

- O Sporting ainda tem fé que consegue o 3º lugar

- Alunos com 7 negativas têm fé que ainda conseguem passar o ano

- Cavaco silva tem fé que o desemprego nos jovens vai reduzir nos próximos anos

- Alguns diretores de escolas privadas têm fé que os tribunais ainda lhes deem razão


A todos Ámen.
  

Vigília Contra a Precariedade e o Desemprego?

Ontem pelas 15h e 17h  é@nossaescolinha esteve na acção reivindicativa da FENPROF contra a Precariedade e o Desemprego. O interessante foi verificar que os precários e professores desempregados eram quase nulos a essa hora... Pelo que vi,  só lá se encontravam sindicalistas (delegados sindicais e membros da Direcção Central do SPGL) e representantes partidários da ala da  esquerda da Assembleia da República...  
O Nogueira lá discursou para o seu próprio umbigo e para os seus dirigentes sindicais... Eram mais os agentes da PSP e jornalistas e técnicos dos canais televisivos do que revoltosos inconformados... Como se diz em brazuca: CADÊ, OS PRECÁRIOS E DESEMPREGADOS? 



Pela pouca vesibilidade mediática, pelo menos até à hora que escrevemos este post, calculo que a vigília foi pouco eficaz... 


Estas acções são muito bonitas, muito flower power, mas estão desactualizadas temporalmente: nos anos 70 talvez tivessem sentido, mas agora... não.   Na  nossa opinião, pelo menos no que diz respeito ao ensino, estas acções são politicamente incólumes em relação ao MEC...

Dever-se-iam deixar de fazer dias de greves e transformá-las em  greves de zelo, em períodos estendidos no tempo ou  pontualmente eficazes: à ADD, às avaliações de final de período, às correcções de exames, etc. e tal mas para isso era preciso TOMATES e muita união dos professores que infelizmente não há! 









sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O HORROR, A TRAGÉDIA, O DESESPERO

Cerca de 100 mil professores numa manifestação histórica em luta pelos seus direitos. Pergunto eu como foi possível este enorme feito, numa classe desestruturada, pouco unida e invejosa?

Nesta última semana tenho-me deparado com vários colegas a questionarem a nova proposta de contratação de professores e tenho ficado chocado com a maioria dos seus comentários. Muitas das vezes, suspiro baixinho e acredito piamente que temos o que merecemos.

Em frente ao computador e com o documento visível, afirmam os professores do quadro:

- Colega, isso é para os contratados, não é para nós, vamos ao bar beber um café?

E afastam-se do PC.

Outros ainda exprimem um sentimento de pena para com os colegas contratados: Coitados… dizem alguns, mas vão beber café e discutem a nova coleção da Zara.

Depois noutro computador estão os professores contratados:

Um grupo queixa-se das alterações às prioridades porque no seu egocentrismo este ponto afeta-os.

- Que vergonha. Então os sindicatos não vão fazer nada?

- Temos de nos unir, temos de fazer qualquer coisa? Diz um colega.

- Fazer? Fazer o quê? Os sindicatos é que têm de se mexer?

- O pessoal do privado vai passar à nossa frente? Vergonhoso!!! (esta colega com pouquíssimos anos de serviço passa à frente de muitos colegas com vários anos de serviço, pela regra da continuidade pedagógica, mas isso não interessa nada)

Outro grupo está a favor da Destacamento por aproximação à residência familiar porque lhes pode ser favorável. Alguns esboçam um pequeno sorriso, quando este ponto é abordado.

Ainda outro grupo refere a injustiça de não se considerar o tempo de serviço antes da profissionalização para efeitos de seleção a nível de contratação de escola. Neste momento alguns colegas baixam a cabeça e afastam-se e começam a fazer contas.

- Colega, sabes há quantos anos a colega XPTO é profissionalizada?

- Eu apesar de ter menos anos de serviço que a XPTO tenho mais anos nesta escola, por isso estou à frente.

Outros, completamente desanimados e sem esperança lá vão esboçando um sorriso amarelo e tentam justificar:

- Olha amiga, eu até ganho mais com as explicações. (ou que o marido está muito bem na vida, ou que até vão poupar dinheiro porque ficam com os filhos em casa, blá, blá, blá…)


Ou seja, numa proposta com tantos pontos em cima da mesa cada um olha apenas para o seu umbigo e para os seus interesses. No fundo quem ganha com tudo isto é o MEC que deve estar a bater palmas com tamanha falta de bom senso, com tamanha inveja. Como já aconteceu no passado, penso que esta proposta não passa de mais um fait divers. Primeiro lança-se a bomba, depois retiram-se alguns pontos mais sensíveis e todos ficam aliviados e não se fala mais no assunto… mas desta forma mais alguns direitos foram subtraídos.


É DIVIDIR PARA REINAR
 
 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ALORS, ON DANSE?

Quando as reformas curriculares e concursais nos massacram a cabeça, mais vale é... DANÇAR!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carta aberta aos deputados da AR

Ex.mos senhores deputados,

Sou professora contratada do grupo de Física e Química. Tendo tido acesso à proposta de decreto-lei que regula os concursos para seleção de docentes no ano letivo 2011-2012, não posso deixar de manifestar a minha indignação e surpresa pela facilidade com que se alteram regras de concurso de um ano para o outro penalizando fortemente quem trabalha há anos ensino público. Muito se escreveu já e escreverá sobre o assunto, mas eu gostava de pegar em apenas dois pontos (muito mais haveria por dizer) e tentar fazer compreender a quem não está no sistema algumas das razões da revolta que se começa a instalar:
  • Novas regras para definição de prioridades no concurso.
Nos últimos 3 anos, a definição de prioridades para o concurso de contratação foi a seguinte:
1.ª prioridade — indivíduos qualificados profissionalmente para o grupo de recrutamento a que se candidatam, que tenham prestado funções docentes com qualificação profissional num dos dois anos letivos imediatamente anteriores ao da data de abertura do concurso em agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas públicos;
2.ª prioridade — indivíduos qualificados profissionalmente para o grupo de recrutamento a que se candidatam.

A nova proposta é redigida nos seguintes termos:

1.ª Prioridade — indivíduos qualificados profissionalmente para o grupo de recrutamento a que se candidatam, que tenham prestado funções docentes, em horário anual e completo, em quatro dos seis anos letivos imediatamente anteriores ao da data de abertura do concurso em agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas integrados na rede de estabelecimentos públicos de educação pré -escolar e dos ensinos básico e secundário do Ministério da Educação e Ciência ou em estabelecimentos com contrato de associação;
2ª Prioridade — indivíduos qualificados profissionalmente para o grupo de recrutamento a que se candidatam.

Ora esta nova redação é de uma desonestidade sem limites, porque basta consultar as listas de colocação de 31 de Agosto dos anos anteriores para perceber que a maioria dos professores constantes nessas listas são colocados anualmente, sim, mas com horários incompletos. Muitos com menos 1 ou menos 2 horas apenas. Por outro lado, consultem-se as listas seguintes e contem-se o número de horários que saem uma, duas semanas depois, muitas vezes a tempo de iniciar o ano letivo, tantos deles completos. Porque não deve relevar esse tempo para primeira prioridade?

Com as reconduções, começaram a registar-se casos de colegas que tiveram a sorte de serem colocados há 3 anos e que, desde então, viram o seu horário mantido, mesmo ultrapassando colegas melhor graduados. Mas tais casos estão, no máximo, há três anos a renovar contrato. Nem esses conseguirão a primeira prioridade.

A verdade é que, sendo eu professora contratada de uma grande escola do centro de Setúbal, não conheço NENHUM colega que consiga acumular 4 anos de horários completos e anuais. Muitos terão mais de 4 anos de serviço, muitos terão acumulado horários em várias escolas, muitos terão de se ter deslocado da sua residência e da sua família. Não conheço, repito, nenhum que tenha conseguido acumular 4 anos de horários completos e anuais.

Em contrapartida, no caso dos professores das escolas com contrato de associação, professores que nunca tiveram de se sujeitar a concurso público, é natural que tenham visto os seus contratos renovados anualmente. Aliás, com 4 contratos de horários anuais e completos, estarão já certamente efetivos. São estes professores que o concurso vem proteger. Com a esmagadora maioria dos colegas a passar para 2ª prioridade, estes professores ultrapassarão os professores que dão aulas no ensino público, mesmo os que tiverem melhor graduação, mesmo os que tiverem mais tempo de serviço.

Simpatia pelos professores das escolas com contrato de associação? Com certeza que não...antes uma transferência deliberada destes professores para o ensino público (porque as regras este ano são estas, para o ano é uma incógnita) onde ganharão menos, libertando os quadros das escolas com contrato de associação dos professores mais onerosos. Um favor aos diretores destas escolas que assim se libertam dos professores com mais anos de serviço sem indemnização. Uma contrapartida à redução orçamental prevista para estas escolas.

Os professores do ensino público mereciam ser mais que meros peões de joguetes de interesses...


  • Novos intervalos de horários a candidatura.
Desde que me lembro, os intervalos de horários a que um professor podia concorrer eram quatro:
     Horário completo;
     Horário entre dezoito e vinte e uma horas;
     Horário entre doze e dezassete horas;
     Horário entre oito e onze horas.
A nova proposta define como intervalos de horas a que os professores se podem candidatar os seguintes:
     Horário completo;
     Horário entre 6 e 21 horas.

Se a alteração anterior tem objetivos claros, esta ultrapassa a minha compreensão. Quem fica a ganhar com uma definição de intervalos horários deste género? Pois não é natural que os professores estejam dispostos a afastarem-se de casa por horários mais preenchidos mas não para horários demasiados pequenos que não cubram as despesas (a título de exemplo, para um docente profissionalizado, 21 horas letivas correspondem a um remuneração bruta de cerca de 1311€, um horário de 6 horas corresponde a uma remuneração bruta de 375€)? Que pretende o Ministério com esta proposta? Que os professores não arrisquem e só concorram a anuais? Que arrisquem e tenham de desistir de horários com poucas horas, saindo da bolsa de recrutamento?


Sou professora há mais de dez anos. Sou-o porque gosto do que faço e faço-o o melhor que posso. Mas espero da parte do Ministério pelo menos respeito. Peço leis e regulamentos feitos com bom senso e de forma honesta. Acho que não é pedir de mais...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Mobilidade Especial na F.P? Migra cá dentro, senão emigras lá para fora!



Migra cá dentro, senão emigras lá para fora!

Acho piada quando se fala agora na mobilidade especial na Função Pública (F.P.) e o Passos Coelho diz que vão ser dados "incentivos" para tal...

Ora, aos professores, pelo menos há mais de 25 anos (isto descontando por baixo), principalmente os contratados (que também pertencem à F.P.) e que andam todos os anos ou mesmo de 4 em 4 (neste caso, os professores do quadro de pessoal do ME, incluíndo os  destacados que não tenham tido a sorte de ficar a menos de 50 kms da sua residência), já o fazem com um sorriso Pepsodent/Dentagard de sabor a azia: com a casa às costas, separados do núcleo familiar.  Quais são as suas ajudas de custas? As únicas ajudas que têm são: o ordenadinho e o tempinho de serviço...

Quais ajudas de custas, qual quê?  Queres pão para a boca? Apanha o autocarro e migra cá dentro, senão emigras lá para fora! Chegas à nova localidade, apresentaste ao serviço na nova escola e toca arranjar um quarto ou divide o renda de uma casa com outros migrantes docentes que foram parar à mesma escolinha do desterro... E de 15 em 15, semanalmente, com sorte, voltas a casa e vês o teu miúdo com mais 15 cm de altura... 




Subsídios de deslocação e de alojamento são miragem para a classe profissional de etnia cigana dos docentes (isto não querendo ofender os ciganos)... 

Mas há quem se safe, o mau é sempre para os outros, mas para mim, está quieto! Quero todas as regalias inerentes ao cargo! É o caso dos coitadinhos infra mencionados: 

Governantes acumulam casa e subsídio


11 de Outubro, 2011
por Susete Francisco
Dois membros do Governo vão receber um subsídio de alojamento de 1150 euros mensais, isto apesar de serem proprietários de uma casa na região da grande Lisboa.

e acordo com um despacho publicado em Diário da República, dois ministros e sete secretários de Estado terão direito a este apoio do Estado, por terem residência permanente a mais de 100 quilómetros da capital. Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, e José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, são dois dos nomes abrangidos. Mas têm uma particularidade. De acordo com a declaração de rendimentos entregue no Tribunal Constitucional, ambos têm casa própria em Lisboa.

Estes casos não merecem ressalva na lei – um decreto de 1980, assinado pelo então primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, e pelo ministro das Finanças, Cavaco Silva.
O documento estabelece que aos membros do Governo que «não tenham residência permanente na cidade de Lisboa ou numa área circundante de 100 quilómetros poderá ser concedida habitação por conta do Estado ou atribuído um subsídio de alojamento». E justifica este apoio em função dos encargos com a fixação em Lisboa. Encargos esses que, diz a lei, são agravados pela «rarefacção de habitações passíveis de arrendamento» na cidade.
Apesar de ter mais de 30 anos, a lei nunca foi alterada e tem sido usada pelos sucessivos governos para atribuição de subsídios de alojamento aos governantes com residência permanente fora do perímetro da capital.
No anterior Executivo, este apoio foi atribuído a 13 titulares de pastas governamentais, sendo que entre estes também havia três secretários de Estado com casa própria em Lisboa.
Uma situação que já foi apreciada pelo conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República que – citando a lei que refere apenas a residência de origem – conclui que a propriedade de uma casa em Lisboa não impede a atribuição do subsídio.
Contactado pelo SOL, o gabinete de Miguel Macedo remeteu precisamente para este parecer da Procuradoria, sublinhando que o subsídio é atribuído em função da residência permanente – que no caso do ministro da Administração Interna é no Porto.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, diz que o subsídio está «contemplado e justificado»: «Não é só de alojamento. O que está em causa é uma compensação pelas despesas que têm a ver com a deslocação para Lisboa».
O subsídio de alojamento foi também atribuído ao ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, a Juvenal Peneda (adjunto do ministro da Administração Interna), aos secretários de Estado Paulo Simões Júlio, Cecília Meireles, Daniel Campelo e Marco António Costa e à subsecretária de Estado adjunta Vânia Barros.

Bom Carnaval e uma santa pausa lectiva da componente individual!

Portugal visto por Miguel Esteves Cardoso

Grande entrevista do MEC sobre os TUGAS - gordíssimo, mas inteligentíssimo! É só rir!

A Moody's? Fuck her!

Pensamentos retirados da Net...